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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pokémon Uranium, de fã para fã


Sempre que sai algo novo, vem à nossa mente aquela velha frase: "QUE ÉPOCA PARA SER NERD"! Pois é assim que a comunidade Pokémaníaca está se sentindo de uns tempos para cá, já que nunca se falou tanto em Pokémon quanto agora. Arrisco-me a dizer que não vemos algo assim com relação à franquia desde os anos 90, com o estouro do anime por aqui.

Portanto, que época melhor para a própria comunidade apreciar um jogo fanmade como agora? É nesse timing, no meio de todo o hype com os monstrinhos de bolso, que sai Pokémon - Uranium Version.

A história-base é praticamente igual à dos demais jogos: você está na região de Tengo, onde haverá um torneio Pokémon, e para participar dele é necessário coletar as 8 insígnias dos ginásios das cidades da região.

O diferencial fica por conta da ameaça nuclear na região. Coisas misteriosas começam a surgir pelo local, envolvendo um antigo acidente radioativo. De repente, Pokémon contaminados surgem e começam a ameaçar as pessoas. E bom... já sabemos quem será o responsável por resolver esse enigma, certo?

Com gráficos que lembram bastante os das versões Fire Red e Leaf Green, mecânicas de batalha em dupla que já se tornou padrão com as versões atuais dos jogos oficiais além de outras features sem falar das 150 criaturas exclusivas presentes aqui, Pokémon Uranium Version parece bem promissor.

Faça o download gratuito do jogo aqui! Assista o trailer abaixo para conhecer um pouco mais o jogo:

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Pokémon Go: as primeiras horas de um Pokémon Trainer


Eu, você, o vizinho catarrento, a garota que falava que era coisa de criança até semana passada, o meu chefe, a minha dentista (todos exemplos reais): ninguém está a salvo. Depois de mais de dois meses de espera, o Brasil foi invadido pelos monstros de bolso pra fazer nossa vida mais divertida, a Niantic cada vez mais rica, e a Nintendo... nem tão rica assim.

Ok, mas e daí? 

Todo mundo já sabe de cor como funciona, os principais macetes, como capturar os bichinhos, o esquemas das equipes (AQUI É TEAM MYSTIC, POAH) e etc. Falar disso aqui seria chover no molhado. Contudo, quais as implicações e os méritos verdadeiros do novo joguinho dos monstros de bolso para os smartphones?

Aqui vai um relato de quem gastou umas boas horas da vida caçando bichinhos e criando bolhas nos pés de tanto andar por aí (literalmente).

Gotta catch 'em all!



O que é Pokémon, afinal, sem a mecânica de capturar os monstros? Aliás, como você chama um Eevee de monstro? Enfim, à primeira vista o game parece ser algo muito besta: você anda e, de forma quase aleatória, um Pokémon aparece. Qualquer outra coisa que fosse não teria o mesmo apelo, mas a Niantic soube mexer com o emocional da galera, e esse é o trunfo do jogo: apelar para a nostalgia.

Aproveitei o caminho até a faculdade (que, no jogo, se tornou um ginásio) para testar o game em seus primeiros minutos de lançamento. Não demorou muito e estavam brotando as estatísticas de um Scyther na tela. Eu era a criança de dez anos mais orgulhosa do mundo naquele instante, apesar de ter 27 anos. E não foi "simplesmente" capturar aquele Scyther: foi, por alguns momentos, me desconectar dos problemas do cotidiano e regressar ao tempo em que a minha maior preocupação era saber se o Ash iria vencer a Liga Pokémon.

"Não se torna um mestre pokémon sem quebrar alguns ovos"



Que é necessário que o jogador saia andando por aí para evoluir no jogo, todo mundo já sabe - e, permitam-me dizer, que mau-caráter é aquele jogador que tem condição de sair, mas usa bot de PC por pura e simples preguiça ou para ter vantagem sobre os outros. Esse cara não entendeu o espírito da coisa.

Andar é fundamental não só pela captura, mas também para chocar os ovos de Pokémon, conseguidos nas Pokéstops. Esse é outro momento muito bacana do jogo, por ele recompensar todo seu esforço de gastar tempo, energia e sola de sapato por aí. Assim, ganhei meu primeiro Charmander (desculpa, galera, mas meu inicial favorito eternamente será o Squirtle).

Jogando com a massa!



Tudo que comentei anteriormente parece muito legal, mas não dá pra manter o jogo só com isso. Afinal, nostalgia é um remédio pra realidade que se deve tomar em doses homeopáticas. Retire isso do jogo e ele se torna uma mecânica repetitiva de "ande, pegue e lute".

O que faz Pokémon Go ser realmente legal e aumentar muito seu fator replay é a capacidade de interação social dele.

Eram 20h30 e resolvi passar no parque que fica no centro da cidade pra me reabastecer. Lá está forrado de Pokéstops. Era pra ser algo rápido, até aparecer um amistoso Krabby e eu notar mais gente atrás dos Pokémon por ali. Quando dei por mim, já passava das 22h e éramos um bando de mais de 30 pessoas atrás de criaturas que só existem virtualmente, na tela do celular.

Parece ridículo descrevendo assim, mas ali estavam mais de 30 indivíduos que tive a oportunidade de conhecer, com interesses em comum e, se não fosse por Pokémon Go, a probabilidade de conhecê-las em outra ocasião seria nula.

Hoje já vejo pessoas criando eventos no Facebook para se reunir e caçar Pokémon, provavelmente disputar ginásios e, acima de tudo, se divertir. Posso apontar aqui que esse jogo é uma social media em potencial.

Prepare-se para a encrenca!



É, amigos... Como nem tudo nessa vida é um mar de rosas, parte da diversão foi meio que "podada" pela Equipe Rocket, que não soube brincar e apelou para os bots na tentativa de "sair na frente" na caçada. Por conta disso, os ginásios estão todos tomados por eles. 

Então se você encontrar um Gyarados ou um Dragonite superpoderoso naquele ginásio perto da sua casa, não fique triste ou se achando incompetente. Ali está um membro trapaceiro da Equipe Rocket, que não soube brincar e quis bancar o esperto ao invés de esperar e se divertir no momento certo, como todo treinador honesto.

E agora, treinador?




Não acho que haverá tantos mestres Pokémon dentro de alguns meses. Muitos dos jogadores atuais estão no embalo do hype e, ao se darem conta da mecânica do jogo, o abandonarão quase que por completo, retornando aqui e ali somente para capturar aquele monstrinho que falta na Pokédex. Talvez o game reacenda no lançamento das próximas gerações, mas sempre com o mesmo efeito "montanha russa".

Os que se mantiverem fiéis terão não apenas um jogo bacana, mas um novo fator social, uma desculpa pra sair por aí com a galera: ser um mestre Pokémon!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Game indie nacional de primeiríssima!

Era uma bela e cinza manhã de quarta-feira quando esse que vos escreve se deparou com uma notícia intrigante e instigante: está em fase de financiamento coletivo o jogo Lampião Verde – A Maldição da Botija.

            Ok, vamos ver isso, parece interessante!

            Lembro quando vi nas fotos de algum evento antigo um cara com esse cosplay, achei demais e pensei no quão foda seria um jogo desses! Eis que hoje vejo esse sonho se realizando pelas mãos do Narsvera Game Studio.


A narrativa do jogo gira em torno de Lampião, o cangaceiro mais famoso de nossa história. Ao resgatar uma botija mágica enterrada em uma região erma do sertão nordestino, Lampião se transforma no Lampião Verde ‒ um herói que precisa salvar a região do Sertão Profundo, que está sendo corrompida pelo Bando das Visagens Malassombrosas.


Baseado nas informações postadas pelos autores nas páginas do Facebook e do Kickante, podemos esperar um RPG com ritmo bem rápido e constante. Alguns elementos, como a influência dos ritmos musicais no combate e o cenário ser baseado totalmente em ilhas flutuantes, vão deixar tudo mais interessante ainda.

            Como o Narsvera tem sua base em Campina Grande, Paraíba, podemos esperar bastante fidelidade (claro, com aquela licença poética básica) tanto nos cenários quanto nos sotaques e na trilha sonora.

Mas vamos por partes?

Começando pela parte visual: as imagens e o vídeo disponibilizados apresentam traços e cores bem fortes, com uma pegada de xilogravura até.  Ainda nas artes conceito, é apresentado um mapa da região onde se passa o jogo. Nele podemos perceber fortes referências a ícones da região seja pelos estilos musicais, como a Terra do Xaxado, ou pelo artista Elomar Figueira Mello, como a Serra da Carantonha ou a Quadrada das Águas Perdidas.


Em outra imagem podemos ver o que pode ser o gráfico do jogo, e acredito que seja isso mesmo, já que na página do Kickante o estúdio diz que “não será necessário ter uma máquina de última geração. Mas se tiver, melhor ainda, os gráficos acompanharão seu ritmo”.


Já na parte do áudio podemos ver a preocupação deles com a fidelidade ao sotaque, maneirismos e aos ritmos regionais, inclusive contratando uma orquestra para gravar as trilhas.

Não tenho como falar muito do jogo pois não há muito material disponibilizado em sua página, e infelizmente não fui à BGS esse ano para poder prestigiar o stand deles. Mas o que posso afirmar é que eles se preocupam bastante com detalhes, inclusive nas recompensas oferecidas no Kickante.

           Agora resta esperar mais informações e, principalmente, o lançamento do jogo. Cabe a nós tirar esse projeto do papel e torná-lo realidade. Vamos contribuir com a comunidade de jogos nacional e ver esse mercado crescer!          

Clique aqui para abrir a página do Narsvera no Kickante.

#KeldorBeudo